24/09/2009

A administração idiótica das estradas paulistas

Há mais de 20 anos sou freqüente usuário do sistema Anchieta-Imigrantes e constato: os sucessivos governos estaduais tucanos de tudo fazem para atrapalhar os usuários das ligações rodoviárias entre capital e Planalto. Do começo: tiveram a incompetência de fazer a pista de descida da Imigrantes com inclinação maior que a desejável (a razão: por economia, cortaram 5,5 quilômetros do projeto original de descida). Conseqüentemente, arrumaram uma desculpa para expulsar ônibus e caminhões desse trecho, obrigados estes a descer pela Anchieta. Desculpa esfarrapada: para vencer a mesma quota de 750 metros, a Anchieta se vale de 13,5 km e a Imigrantes de 17 km – ou seja, a declividade maior é a da Anchieta! Isso sem falar nas curvas de raio fechado da Anchieta. Mas, segundo o secretário estadual de Transportes Mauro Arce, liberar a descida de caminhões e ônibus pela nova Imigrantes é quase impossível, pois a declividade da pista exige frota nova e com sistema de freios mais eficientes.

Agora, o secretário vem com a estúpida idéia de proibir a circulação de automóveis na Via Anchieta. Por exemplo, para quem siga de Cubatão para Riacho Grande, a opção pela Imigrantes aumenta o trajeto em 15 km (de 25 km para 40 km). Isso sem falar no pedágio, o custo por quilômetro mais caro do Brasil! Muita desconsideração com os santistas e com os demais usuários dessas estradas.

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